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Motorista não vê faixa de pedestre em SP, diz pesquisa

O estudo foi feito a pedido da agência que criou a campanha da Prefeitura para incentivar o respeito ao trecho do asfalto destinado ao pedestre. O vídeo começou a ser divulgado nesta semana na televisão. Um homem vestido como faixa aparece tentando atravessar a rua e quase sendo atingido por alguns carros.


Para o estudo, os pesquisadores selecionaram 40 pessoas que dirigem diariamente na capital e mostraram cinco fotos com situações diferentes de pedestres atravessando vias na cidade. As imagens também tinham pequenos textos publicitários. Um aparelho registrou os locais focados pelos olhos dos participantes. Em todas as imagens - expostas em uma tela durante dez segundos cada -, os participantes praticamente não olharam para a faixa de travessia.





"Percebemos que a faixa não faz parte do dia a dia das pessoas, como um ente ativo", diz o engenheiro eletrônico e coordenador do laboratório de neuromarketing da FGV, Carlos Augusto Costa. "Como ninguém tem intimidade com ela, então não é tão respeitada."


Outro resultado da pesquisa é que rostos geralmente chamam a atenção dos motoristas. "Os rostos criam um engajamento emocional. Por isso, há uma recomendação para que se atravesse a rua olhando para o lado de onde vem o carro", diz Costa. Ele acrescenta que a atitude ajuda a criar uma proximidade com quem está dirigindo.


O presidente da Associação Brasileira de Pedestres, Eduardo José Daros, concorda que a faixa é como se fosse "invisível" aos motoristas. "É por isso que os veículos respeitam mais as faixas onde há semáforo. Onde não tem, geralmente desobedecem." No entanto, para ele, a tendência é de que a obediência à área de travessia aumente com a intensificação da fiscalização do desrespeito aos pedestres, iniciada há um mês pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no centro da capital.


 


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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