
Os economistas do mercado financeiro baixaram, na semana passada, a sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2012, que passou de 5,32% para 5,31%, segundo o relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central. O documento é resultado de pesquisa com instituições do mercado financeiro. Trata-se da sexta redução consecutiva.
Na última sexta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o IPCA do ano passado ficou em 6,50% - no teto do sistema de metas de inflação. O BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas.
Para 2011, 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012.
Taxa de juros
Para a taxa de juros, a previsão do mercado financeiro permaneceu estável em 9,5% ao ano para o fim de 2012. A trajetória de juros prevista pelo mercado é de que a taxa recue para 10,50% ao ano em janeiro do ano que vem, passando para 10% ao ano em março e para 9,50% ao ano em abril de 2012 - patamar no qual fechará, segundo a estimativa, o próximo ano.
Crescimento e câmbio
A estimativa dos economistas dos bancos para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 permaneceu estável em 2,87%. Para 2012, a previsão do mercado de crescimento da economia brasileira ficou inalterada em 3,30%.
Os ajustes para baixo na previsão do PIB começaram a acontecer após a piora da crise financeira internacional, com a revisão para baixo da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. A redução da estimativa, para abaixo de 3% em 2011, foi feita após o anúncio de que o PIB teve crescimento zero no terceiro trimestre do ano passado.
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 subiu de R$ 1,75 para R$ 1,77 por dólar.
Balança comercial
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2012 subiu de US$ 17,9 bilhões para US$ 19,4 bilhões na semana passada.
No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2011 subiu de US$ 63 bilhões para US$ 63,2 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu estável em US$ 55 bilhões.
(globo.com)