
SÃO PAULO - A inadimplência com cheques ficou em 1,92% nos três primeiros meses deste ano, o menor patamar verificado para um primeiro trimestre desde 2005, quando a taxa foi de 1,74%, notou a Serasa Experian, responsável pelo estudo.
De janeiro a março, foram contabilizados 281 milhões de cheques compensados e 5,4 milhões de devoluções. O valor médio das dívidas com cheques se situou em R$ 1.191,26.
Para os economistas da empresa de pesquisas, por conta do crescimento econômico, a perspectiva é de que a inadimplência com cheques permaneça em queda no primeiro semestre. Porém, os indicadores apontam para o crescimento da inadimplência no segundo semestre, decorrente do maior endividamento da população.
Apenas em março, foram devolvidos mais de 2,1 milhões de cheques, representando uma inadimplência de 2,04%, superando os resultados de janeiro e fevereiro.
Mas, segundo a Serasa Experian, a alta se deve a gastos típicos para a época, que pressionam o orçamento familiar, como o pagamento da última parcela do IPVA, despesas com matrícula e material escolar e o pagamento de eventuais viagens realizadas no início de ano. Contribuiu ainda para o aumento o fato de março ter tido 23 dias úteis, contra 18 em fevereiro.
Entretanto, o índice de cheques devolvidos em março é inferior ao registrado em mesmo mês de 2009, o que se deve ao melhor desempenho da economia, com a geração de empregos e a evolução da renda.
Na análise por estados, verifica-se que o Amapá segue líder do ranking, com o maior percentual de cheques devolvidos em relação aos compensados, de 13,95%. Já o estado de São Paulo tem o menor índice de cheques devolvidos em relação aos compensados pelo terceiro mês consecutivo, com 1,68%.
O levantamento mostrou que Roraima foi o único estado brasileiro que registrou queda nos índices de cheques devolvidos, de 10,15%, em fevereiro, para 8,79%, em março.
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